quinta-feira, 12 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Guernica

Guernica, obra de Pablo Picasso que retrata os horrores do ataque nazista à cidade basca. Pintado em tempo recorde, o quadro foi apresentado, ainda em 1937, na Exposição internacional de Paris. Hoje se encontra no centro de Arte Reina Sofia, em Madri.
Observe o quadro e faça o que é pedido:
a) que cores foram utilizadas?
b)identifique as figuras retratadas. O que elas significam?
c) Como as figuras estão dispostas no espaço do quadro?
d) Que sentimento essa obra desperta em você?

Durante a 2a Guerra Mundial(1939-1945), o general alemão Otto Abetz, que governava a cidade de Paris ocupada pelos nazistas, dirigiu-se a Picasso e, referindo-se à tela Guernica, perguntou: "Foi o senhor que fez este horror?", ao que, com toda elegância,Picasso teria respondido: "Não, senhor general. Esse horror foi feito pelos senhores.". Explique a resposta de Picasso ao general nazista.









































Vocês podem obter mais informações sobre o quadro neste link:http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/guernica_eta.htm

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Os escravos em Roma

Os escravos era responsáveis por todo o trabalho pesado, eles trabalhavam nas minas, e faziam todas as tarefas difíceis e perigosas, sendo considerados bens materiais, sem possuir nenhum direito civil e, muito menos políticos. Só eram cidadãos os patrícios e os plebeus.
Por volta de 43 a.C, a população escrava de Roma já somava cerca de três milhões de pessoas. Os escravos eram estrangeiros capturados pelos romanos. Muitas vezes esses escravos se revoltavam com as condições a que eram submetidos. Durante a república ocorreram várias revoltas de escravos.
O mais famoso levante foi comandado por Espártaco(que se tornou gladiador), que a frente de um poderoso exército, chegou a ameaçar o poder de Roma, acumulando vitórias graças a brilhantes estratégias.
Somente uma bem preparada força militar liderada por Licínio Crasso conseguiu vencer os homens de Espártaco, que morreu durante os combates. A repressão que se seguiu foi extremamente violenta, para servir de exemplo. Cerca de 6 mil escravos foram crucificados em lugares públicos.

Crie um texto em forma de comunicado do imperador ao povo de Roma sobre a situação da cidade e o levante comandado por Espártaco. Um comunicado é um texto informativo. Ele pode começar das seguintes maneiras: comunicamos, informamos, caros cidadãos romanos, povo de Roma.
Você pode usar trechos do texto para ilustrar seu comunicado.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O Cotidiano nas Caravelas

Comunidades Flutuantes :as dimensões das embarcações colaboravam para exasperar as contradições nessas comunidades flutuantes. O comprimento de uma caravela não ultrapassava os 20 metros e mesmo uma nau de grande porte, como as que integravam a célebre armada de Vasco da Gama, mediam da proa à popa no máximo o triplo, e transportavam de 800 a 1.200 pessoas em média. Cada navio tinha seu capitão, um representante do rei, com autoridade suprema sobre homens e coisas. Abaixo dele estava o piloto (também nomeado pelo rei), que decidia todos os assuntos relativos à navegação. A ele subordinavam-se diretamente o sota-piloto e o mestre, que comandava todos os marinheiros, grumetes e pessoal de serviço do navio, auxiliado por um contramestre, a quem cabiam as responsabilidades pela carga da embarcação. Um escrivão, um capelão (auxiliado em seus serviços pelos padres em viagem de catequização), cirurgiões, carpinteiros,escravos e passageiros,incluindo mercadores, também integravam o grupo a bordo.O principal contingente era formado por soldados, que os relatos classificam de “filhos de camponeses e outra gente de baixa condição”, existindo ainda os bombardeiros, “artífices, como sapateiros, alfaiates e outros que não sabem o que é dar um tiro de peça quando é mister”. Algumas vezes completava-se a tripulaçãocom criminosos retirados das prisões, que aceitavam embarcarem troca da liberdade.Os oficiais tinham entre seus privilégios a permissão de embarcarem galinhas – principalmente para o preparo de canjas com que se tentava remediar os doentes –, além de cabritos, porcos e até vacas. Mas, conforme assinala Paulo, essa nutritiva bagagem, como tudo que se levava a bordo, não era compartilhada por todos os embarcados. A alimentação dos viajantes dependia quase somente dos gêneros que cada um conseguia embarcar na partida, conforme o que a sua própria condição social permitia.
Como a maioria era mal provida, a escassez acabava sendo a regra para a quase totalidade dos viajantes.“Quando a viagem transcorria sem incidentes, a comida mal bastava para as necessidades dos embarcados, mas, se um longo período de calmaria, a imperícia do piloto ou qualquer outra ocorrência provocassem o alongamento da viagem, a fome atingia o navio de modo implacável”, destaca o autor de O ponto onde estamos.O problema se agravava pelas péssimas condições de conservação dos alimentos nos navios: o biscoito, principal alimento a bordo, freqüentemente apodrecia,e a água, armazenada em tonéis ou grandes tanques nem
sempre apropriados, acumulava bactérias e provocava a ocorrência de infecções e diarréias. Em meio a tudo isso, ratos e baratas proliferavam e disputavam aos homens o alimento escasso, comprometendo, ainda mais as precárias condições de higiene das longas travessias.

Sangrias – Muitos passageiros já subiam doentes aos navios, levando consigo a peste, que afligia as populações européias no período e encontrava no ambiente de miséria a bordo as condições ideais para se alastrar, vitimando centenas de mareantes. Cabia aos padres, quando também não adoeciam, o cuidado dos doentes febris.O método largamente utilizado para a cura era a sangria. As pungentes narrativas dos sacerdotes desenham o quadro mórbido, em que soldados pobres e desamparados, sangrados às vezes até a exaustão, definham no convés da nau sob sol e chuva.
O escorbuto, provocado pela carência de vitamina C, era outra enfermidade freqüente nas embarcações, causando tal inchamento e putrefação das gengivas que era preciso cortá-las fora
para que não comprometessem a dentição e impedissem os enfermos de se alimentar. Tripulações praticamente inteiras foram dizimadas pelas doenças e lançadas ao mar, sepultura dos que morriam durante as viagens. Segundo o historiador, esse quadro de horrores que emerge dos textos que mencionam a vida a bordo também resultava da ação cobiçosa e corrupta dos que tinham a seu cargo o aparelhamento dos galeões e das naus. Em carta aos seus superiores na ordem ou mesmo diretamente ao rei, sacerdotes denunciaram que as dificuldades a bordo advinham da atitude de capitães e mestres que carregavam as naus de vinhos, azeites e de outras mercadorias, suas e de particulares, em detrimento do transporte de água em número suficiente para todos.Isso, quando não embarcavam, um número de passageiros superior ao permitido, o que também comprometia as acomodações e a alimentação a bordo.
Peçonha do diabo – Os zelosos padres também cuidavam dos males do espírito com a mesma dedicação dispensada às doenças corporais, enfatiza Paulo. Organizavam encenações teatrais
religiosas e, ao anoitecer, promoviam procissões pelo convés iluminadas por velas e tochas.
O jogo, principalmente as cartas, constituía uma das poucas(e condenadas) atividades de
lazer a bordo. Em suas pregações e confissões os jesuítas também travavam uma árdua cruzada
contra a leitura do que consideravam livros profanos (“de cavalaria e desonestos, que eram uma armadilha do demônio”), oferecendo em seu lugar obras religiosas. Mas, na luta tenaz pela manutenção da “santidade” de bordo, nada se compara à obstinação dos padres contra a presença feminina nos navios. Masculino por excelência, observa o pesquisador,
o mundo das viagens tinha nas mulheres – especialmente nas prostitutas – alguns de seus principais problemas, segundo passagens relatadas pelos sacerdotes nas cartas em que prestavam contas do processo de cristianização na Índia. Elas entravam escondidas ou com disfarces masculinos. Quando descobertas em alto mar, as “peçonhas que o diabo costuma introduzir para perdição dos navegantes”– conforme classificou
um dos religiosos – eram desembarcadas à força em ilhas ao longo do caminho ou postas sob rigorosa guarda até o destino. Mas havia também aquelas levadas a bordo pelos próprios oficiais. Nesses casos, a repreensão dos jesuítas era inócua e não lhes restava alternativa a não ser denunciar a situação em cartas indignadas ao rei, atribuindo a essas práticas até a responsabilidade por algumas tragédias marítimas.

Alhos e cebolas – Os naufrágios, aliás, são uma das mais contundentes exposições das mazelas
da história das viagens à época da expansão européia, salienta Paulo. Se é fato que as minúsculas embarcações eram incapazes de resistir à fúria das tempestades, também é inegável que a negligência na construção e manutenção das naus e a ganância de comerciantes que carregavam os navios com mercadorias em excesso e dispostas de modo absurdo contribuíam decisivamente
para interromper viagens de modo trágico. Não raro os problemas decorrentes desse tipo de
descaso começavam antes mesmo da partida, como nos episódios das naus que começaram a
fazer água ainda no porto por causa de furos destapados no casco por descuido de carpinteiros.
Muitas dessas dificuldades, ressalta o escritor, vinham também da insuficiente qualificação da gente do mar, já que nem sempre os profissionais que integravam as tripulações tinham experiência para enfrentar as mais elementares exigências da navegação.Há o caso dos marinheiros que, em uma grande armada com destino à Índia, eram incapazes de manobrar o leme a bombordo e a estibordo por desconhecerem a terminologia náutica. A solução encontrada foi hilária: penduraram alhos e cebolas à esquerda e à direita do navio para que os marinheiros pudessem distinguir um lado do outro pela denominação desses vegetais.
Bisonhos também eram alguns daqueles que tinham o destino dos navios literalmente nas mãos.
O privilégio de ocupar o posto de piloto (autoridade inquestionável nas viagens) podia até ser comprado por quem dispusesse de dinheiro suficiente para satisfazer essa vontade. Outros, os chamados “pilotos aderentes”, assumiam o cargo graças a algum vínculo com a realeza. Incapazes de ler cartas marítimas e muito menos manusear instrumentos como o astrolábio e o sextante –transformados em meros adornos dos quais se envaideciam – eles juntavam à imperícia a teimosia, o que levava as embarcações a ficar semanas à deriva, agravando o quadro de fome,
sede e doenças, ou punha a perder vidas e cargas sem conta nos choques de naus contra recifes.
Estima-se que, dos cerca de 800 navios que zarparam do Tejo para a Índia no período de 1497
a 1612, aproximadamente 30% não regressaram, ou por naufrágio,ou por incêndio, ou porque
foram tomadas por inimigos ou porque se desintegravam em alto mar por conta de precariedade
da construção.Sucumbiram naus e marinheiros na imensidão das águas revoltas,mas não suas histórias humanas.
via:http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/ju395pag12.pdf

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Questão da Terra em Roma

Irmãos Graco
Leia os documentos abaixo e depois responda ás questões:
Documento 1
A Pressão Popular
O próprio povo cobriu os muros e monumentos com inscrições, instigando-o (Tibério) a fazer entregar aos pobres as terras públicas.
(Plutarco. In: Corassin, Maria Luiza. A reforma agraria na Roma Antiga.São Paulo: Brasiliense, 1988,p 47.)
Documento 2
A expulsão dos pequenos proprietários de suas terras
A população de homens livres diminuía, oprimidos pela miséria, pelas contribuições e pelo serviço militar.
(...)
Os pobres afirmavam que estavam sendo reduzidos à extrema miséria; que esta penúria os impedia de ter filhos porque eram incapazes de criá-los.
(APIANO. In: CORASSIN, Maria Luiza. A reforma agrária na Roma Antiga. São Paulo Brasiliense, 1988,p 41.)
Documento 3
As terras conquistadas pelos romanos.
(...) os romanos, quando conquistavam pela guerra terras pertencentes a povos vizinhos, vendiam uma parte e nacionalizavam o resto; davam essas terras aos cidadãos sem propriedades e recursos, para que a explorassem, exigindo o pagamento de uma pequena quantia ao Tesouro. Como os ricos pagavam taxas mais altas e excluíam assim os pobres, instaurou-se uma lei que não permitia a posse de propriedades de mais do que 500 arpents(antiga medida agrária).
Essa medida colocava um freio, por algum tempo, na avidez dos ricos e vinha em ajuda aos pobres, que podiam permanecer nas propriedades que lhes foram concedidas e que exploravam desde o começo(...) mais tarde os vizinhos ricos arrendavam as terras de seus vizinhos pobres e, finalmente, tomavam abertamente a maior parte de seus bens. Os pobres, assim reprimidos, não se prestavam mais com zelo ás expedições militares e negligenciavam mesmo a educação das crianças. Assim, toda a Itália sentiu rapidamente a falta de homens livres e se encheu de prisioneiros bárbaros, dos quais os ricos se serviam para trabalhar a terra na falta dos cidadãos que eles haviam excluído(...)
(Plutarco. Vies parallèles: Tibério et Caius Gracchus. Paris: Garnier Fréres, s.d.t, pg 149. (trecho traduzido por Maria Beatriz Ribeiro)

Documento 4
Trecho de um Discurso de Tibério
"As feras que vagam pelos bosques têm suas tocas; os que lutam e morrem por Roma só participam do ar e da luz, e mais nada; sem teto em suas casas, andam errantes com seus filhos e mulheres. Os chefes, nas batalhas, enxortam os soldados a lutar pelos seus altares e túmulos. É falso: porque um grande número de romanos não tem altar, nem pátria, nem túmulo dos seus antepassados. Lutam e morrem pela riqueza e pelo conforto alheios. Diz-se que são os senhores de toda a Terra, mas não possuem sequer um pequeno pedaço de chão.
(In:Becker, Pequena História da Civilização Ocidental.São Paulo: Nacional, 1980.p184)

Agora faça o que se pede:
1- Identifique o autor de cada documento e a época em que viveram.

2- Resuma em uma frase a idéia principal de cada documento.
3-Em que documento podemos encontrar uma frase que demonstre o aumento do número de escravos? Qual é a frase?
4- A partir dos documentos podemos perceber a existência de conflitos em torno da questão da propriedade de terra?Justifique.

Questões referentes ao documento 4
a) Tibério é a favor ou contra os menos favorecidos?
b)O que ele defende em seu discurso?
c)Que argumento Tibério usa em defesa de sua causa?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

As Guerras Púnicas

Mesmo envolvidos em uma acirrada luta interna, entre patrícios e plebeus, os romanos conquistaram quase todos os territórios da Península Itálica. Feito isso, eles partiram para conquistar outros territórios na região do Mar Mediterrâneo. Porém, eles encontraram um obstáculo difícil de transpor: a rica e poderosa cidade de Cartago.
Localizada no norte do continente africano ela havia sido fundada pelos fenícios, tinha mais de 300 mil habitantes e possuía inúmeras colônias na Sicília, na Sardenha e no sul da Península Ibérica. As disputas entre Roma e Cartago levaram às Guerras Púnicas.
Elas se desdobraram em três episódios distintos. No primeiro ocorrido entre 264 e 241aC, os cartaginenses perderam e foram obrigados a entregar a aos Romanos a Sicília, a Sardenha e a Córsega.
No Segundo episódio desse conflito, entre 218 e 201 a.C, os romanos levaram a pior num primeiro momento, mas se recuperaram e terminaram derrotando Cartago, que perdeu sua força naval.
Os cartaginenses não se renderam totalmente, e demoraram 50 anos para se reerguer. Entre 150 e 146 a.C eles deflagraram a terceira guerra Púnica. Cartago foi destruída e cerca de 40 mil cartaginenses foram escravizados, as terras foram distribuídas aos grandes proprietários.
Crie uma notícia de Jornal sobre essas guerras.

Entre no link abaixo e transforme sua notícia em uma página de Jornal

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

História em Quadrinho: Aliança entre o rei e a burguesia

Tiago

Dara
Gabriel
Luccas







Marco

Henrique

Julia Ramos


Julia S


Julia Drummond







Ana Carolina
Clara Callado



AymaraBia Praça

A aliança entre o rei e a Burguesia:
Com o renascimento do comércio e o fortalecimento da burguesia, os burgueses passaram a apoiar o rei. Esse apoio era uma espécie de troca de favores. A burguesia fornecia ao rei dinheiro, em forma de empréstimos e doações. Com esse dinheiro, o rei era capaz de montar um exército profissional e por meio dele podia consolidar seu poder.
O poder seria centralizado nas mãos do rei ao invés de descentralizado em vários feudos.
E o que os burgueses ganhavam com isso?
Em troca da ajuda o rei oferecia à burguesia proteção, uma vez que os soldados patrulhavam as estradas e davam segurança às caravanas dos comerciantes, criava uma moeda única para todo o território, fazia leis para punir os assaltantes....
Enfim, essa aliança era interessante para todos envolvidos.

Atividade:
Entre neste site http://www.toondoo.com/
Faça seu registro
Crie uma história em quadrinhos sobre a Aliança entre o rei e a burguesia. O importante é conseguir comunicar a idéia de como se deu essa aliança.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Fazendo uma história em quadrinhos

Caro aluno,
Que tal transformar o seu mito grego em uma história em quadrinhos?
Entre no link abaixo, faça seu cadastro e começe a criar:
http://www.toondoo.com/

Bom trabalho

Resumo: Independência da América do Norte


  • As Treze Colônias inglesas na América se desenvolveram de diferentes maneiras:
    As do centro norte eram baseadas na pequena propriedade, na produção de manufaturas e no comércio triangular(comércio que envolvia a América do Norte, a África e as Antilhas).

  • As do sul prosperavam com base na grande propriedade escravocrata(plantation), onde se explorava um único produto( tabaco, algodão, arroz ou anil) destinado quase sempre à exportação. Esses produtos eram vendidos para a Inglaterra onde os colonos sulistas compravam quase tudo de que necessitavam.

Essas diferenças entre o centro norte e o sul também refletiam no relacionamento dessas áreas com a metrópole:

  • O centro norte se desenvolveu com certa independência econômica e financeira.

  • O sul se mantinha dependente da Inglaterra.

Politicamente as colônias também tinham grande autonomia. Cada colônia tinha sua assembléia, que era encarregada de elaborar leis, votar o orçamento e administrar o recolhimento de impostos. Desde o início os colonos desenvolveram hábitos e sentimentos de autonomia em relação à Inglaterra.

Durante muito tempo a Inglaterra deu pouca atenção às Treze Colônias, quase não interferindo na sua administração. Porém no século XVIII essa situação começou a mudar. Eis os fatores:

  • Revolução Gloriosa- deu estabilidade política ao país e fortaleceu a burguesia inglesa. A burguesia inglesa não via com bons olhos a autonomia dos colonos das 13 colônias, que produziam suas manufaturas e concorriam com os ingleses no mercado externo.

  • Guerra dos Sete Anos, conflito entre a França e a Inglaterra. Esse conflito foi motivado pela invasão dos territórios dos Montes Apalaches por colonos ingleses. Essa região era uma colonia francesa. A Inglaterra venceu o conflito e ganhou essas terras. O governo inglês proibiu os colonos ingleses de avançar sobre as terras indígenas entre os Montes Apalaches e o rio Mississípi. Os ingleses queriam que os índios continuassem a fornecer peles preciosas(bisão, castor, marta) para as companhias de comércio inglesa.

Para se recuperar financeiramente da Guerra dos Sete Anos, a Inglaterra elevou os impostos, proibiu a criação de novas fábricas nas colônias e criou uma série de leis para os colonos.

  • Lei do Açúcar(1764): aumentava os impostos sobre o açúcar, artigos de luxo, vinho, café, seda e roupas. Ela também obrigava os colonos a comprarem o melaço(que eles usavam para fazer rum) das Antilhas inglesas. Antes dessa lei os colonos compravam o melaço de quem vendesse mais barato: as Antilhas francesas ou holandesas.
  • Lei do Selo(1765): dizia que todos os contratos, jornais, cartazes, cartas e certidões que circulavam na colônia deviam receber um selo comprado do governo inglês.
  • Lei do Chá(1773) o governo inglês entregou à Companhia das Índias Orientais o controle sobre a venda do chá para as colônias.

Os colonos reagiram à lei do chá: disfarçados de índios 150 colonos invadiram 3 navios ingleses no porto de Boston e atiraram chá ao mar. Esse episódio ficou conhecido como Festa do Chá em Boston. Em resposta a essa manifestação, a Inglaterra decretou as chamadas leis Intoleráveis. O porto de Boston foi interditado, os ingleses exigiam uma indenização e que os colonos envolvidos no episódio fossem julgados na Inglaterra.

A Declaração de Independência:

Como reação às leis intoleráveis, os colonos organizaram um Congresso na Filadélfia. Nesse Congresso, apesar de se manterem leais ao rei, os colonos escreveram um documento onde pediam o fim das leis intoleráveis. A reação inglesa ao congresso foi aumentar o número de soldados nas colônias. Em 1775, iniciaram-se ações militares entre ingleses e os colonos americanos.

Em 1776, os colonos fizeram um segundo Congresso que acabou optando pela separação: em 4 de julho de 1776 ficou pronta a Declaração de Independência. Esse documento foi baseado nos ideáis iluministas de liberdade e igualdade.

A guerra de independência das 13 colônias durou 5 anos. Os ingleses obtiveram várias vitórias, mas em 1777 a França enviou ajuda financeira e militar e a Espanha,a aliada da França e inimiga da Inglaterra enviou uma esquadra para ajudar os colonos(esses países viram essa guerra como uma oportunidade para enfraquecer a Inglaterra). A Inglaterra e se viu obrigada a reconhecer a independêcia dos Eua.
Em 1787 foi promulgada a Constituição dos Estados Unidos da América. Esse documento foi bastante influenciado pelo iluminismo e pelo liberalismo. Seus pontos fundamentais eram:
· República federativa( república em que os estados membros conservam sua autonomia em alguns assuntos) e presidencialista, na qual o governo central cuida da defesa, das finanças e das relações externas
·Divisão dos poderes em Executivo, Legislativo e Judiciário
·Livre exercício dos direitos políticos e civis para os cidadãos(excluía os escravos e os indígenas): liberdade de expressão, liberdade de imprensa, de crença religiosa e de reunião.
·Voto censitário e masculino
Apesar desse documento afirmar que todos os homens são criados de maneira igual e dotados de direitos, a independência não trouxe benefícios para uma grande parcela da população. A constituição, ao buscar equilíbrio entre os interesses dos republicanos(norte) e federalistas(sul) não concedeu a abolição aos escravos.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Renascimento e Humanismo


Durante séculos da chamada Idade Média a maioria dos europeus morava no campo trabalhando na terra, nunca estiveram em uma cidade e os lugares mais distantes que visitavam ficavam a poucos quilômetros de suas moradias. Nasciam e morriam no mesmo local e pouco sabiam do que estava acontecendo em outro lugar. A Europa estava retalhada em feudos que eram quase como minimundos. Nos séculos XV e XVI, a maioria dos europeus ainda habitava no campo, porém, para as pessoas que moravam nas cidades a existência estava se transformando. As cidades eram os portos e os pontos de rotas comerciais onde aumentava a importância do dinheiro, da competição comercial e do individualismo. Os marinheiro e comerciantes traziam mercadorias com utilidades surpreendentes, novos gostos e formatos, e também contavam suas experiências, como era a vida em outros lugares. As navegações por mares distantes obrigaram os homens a tratarem a natureza como algo que precisava ser medido e calculado. Uniram pelo comércio e troca de experiências os africanos, os habitantes da América, os europeus e os asiáticos. A invenção da imprensa alfabetizou milhares de europeus e passou a informar as pessoas das coisas que aconteciam a milhares de quilómetros. O horizonte de mental de homens e mulheres europeus estava se ampliando e a maneira destes homens compreenderem o mundo também iria aos poucos se alterar. Os historiadores chamaram essa nova visão de mundo de Renascimento.

Os principais valores do Renascimento foram:

Humanismo e antropocentrismo: para os homens do renascimento o ser humano era o centro das preocupações. Apesar da religião ainda ocupar um papel de destaque na vida do homem renascentista ele também valoriza o ser humano.

Individualismo: segundo esse princípio cada pessoa possui a capacidade de alcançar o sucesso ou o fracasso. O invidualismo contestava a idéia medieval de que o destino de um homem estava ligado a sua origem segundo a vontade de Deus. O homem do Renascimento defende a idéia do empenho e do mérito individual, de cada homem ser responsável por seu sucesso ou seu fracasso.

Racionalismo: o pensamento Renascentista defendia que todo o conhecimento deveria ser produzido com base na observação e na experimentação. Ele opunha-se a idéia de que todas as explicações fossem fornecidas pelos livros sagrados ou pela Igreja

O Renascimento na Itália:

O Renascimento começou na Itália e foi lá que ele alcançou seu maior esplendor. Isso ocorreu porque nos séculos XIV e XV, o comércio marítimo com os árabes tinha enriquecido muitas cidades italianas. Além disso, os italianos eram herdeiros diretos da Antiguidade clássica. Os mercadores, os banqueiros, os nobres apoiavam os artistas e sábios através do mecenato. Eles faziam grandes encomendas aos arquitetos, pintores, escultores e poetas.

Trabalhando com Notícias

Caro Aluno,
Para responder as perguntas da ficha vocês deverão:
1-Acessar o link: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=9274
2-Ler com atenção a notícia.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A Arte no Renascimento

Caro aluno, copie e cole esse post em um arquivo do word e depois responda às perguntas.

A arte no renascimento inspirou-se no passado, bebendo na fonte da cultura grega e romana, ao mesmo tempo em que estabeleceu uma série de inovações. Os artistas do Renascimento exploraram temas da mitologia, da história antiga, imitaram as formas da arquitetura e escultura greco-romana e renovaram a maneira de apresentar a arte sacra. Eles inventaram a perspectiva e aprimoraram o naturalismo, usando os novos conhecimentos da matemática, da física, da anatomia, da geometria e das ciências.

Para o artista do renascimento a figura humana era considerada bela e eles procuravam exprimir força e harmonia.
Perspectiva: arte de representar objetos em três dimensões numa superfície plana, considerando a distância e a posição em que se encontram em relação ao observador.
Naturalismo: na pintura, é a representação realista da natureza, bem como de objetos e roupas.

A Virgem Maria e o menino Jesus, tema tradicional das artes foi explorado em diferentes épocas. A primeira pintura é uma obra do século XIII e a segunda é um quadro de Leonardo da Vinci. Apesar de ambas tratarem do mesmo tema as pinturas são bem diferentes.

Compare as obras e indique o que cada uma delas transmite:

1-Ternura ou autoridade, neutralidade ou rigidez, naturalismo ou rigidez, espontaniedade ou formalismo?

2-As personagens são representadas como figuras santificadas ou humanizadas?

3-Que características do renascimento você pode encontrar na pintura de Leonardo da Vinci?

domingo, 12 de julho de 2009

Documentos:fim do Império


Carta de despedida d D. PedroII ao povo brasileiro


"À vista da representação escrita que me foi entregue hoje, às 3 horas da tarde, resolvo, cedendo ao império das circunstâncias, partir, com toda a minha família, para a Europa, deixando esta pátria, de nós tão estremecida, à qual me esforcei por dar constantes testemunhos entranhado amor e dedicação durante quase meio século em que desempenhei o cargo de chefe de Estado. Ausentando-me, pois, com todas as pessoas de minha família, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo os mais ardentes votos por sua grandeza e prosperidade.

Rio de Janeiro,16 de novembro de 1889

Ass:D.Pedro de Alcântara"


Artigo Publicado na Gazeta da Tarde, jornal do Rio de Janeiro, em 15 de novembro de 1889.

"A partir de hoje 15 de novembro de 1889, o Brasil entra em nova fase, pois, pode-se considerar finda a Monarquia, passando a regimen francamente democrático com todas as consequências da Liberdade.

Foi o exército quem operou esta magna transformação; assim como a 7 de abril de 1831 ele firmou a Monarquia constitucional acabando com o despotismo do Primeiro Imperador, hoje proclamou, no meio da maior tranquilidade e com solenidade realmente imponente, que queria outra forma de governo.

Assim desaparece a única Monarquia que existia na América e, fazendo votos para que o novo regime encaminhe nossa pátria a seus grandes destinos, esperamos que os vencedores saberão legitimar a posse do poder com o selo da moderação, benignidade e justiça, impedindo qualquer violência contra os vencidos e mostrando que a força bem se concilia com a moderação.

Viva o Brasil! Viva a democracia! Viva a Liberdade!"


Copiem os textos no word e respondam as questões:


1- Analise a carta de despedida de D. Pedro. Ela apresenta sinais de revolta ou indignação?Justifique.

2- Defina qual o posicionamento do autor do artigo publicado na Gazeta perante o fato consumado da Proclamação da República.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Roteiro do Trabalho: Iluminismo

Muitos pensadores nos séculos XVII e XVIII acreditavam que a razão era o caminho para "iluminar" o mundo e os seres humanos. Para eles, os homens viviam envoltos nas Trevas da Ignorância. Esses pensadores criaram um movimento chamado de Filosofia das Luzes ou Iluminismo.
Lembrem-se que esse pensadores viviam nas sociedades do Antigo Regime.
Essas sociedades eram marcadas por regimes absolutistas, em que o rei, a nobreza, a monarquia e o clero acumulavam poderes, e as pessoas não tinham liberdade para expressarem livremente suas ideias.
Os iluministas se opunham a essa maneira de pensar. Eles acreditavam que a razão era a chave para a solução dos problemas dos seres humanos. A razão era um valor supremo, através do ato de pensar os homens poderiam alcançar o esclarecimento. Eles iriam alcançar a luz e deixariam a intolerância, as superstições e os preconceito. Para os iluministas o conhecimento seria capaz de construir uma sociedade melhor e tornar os seres humanos mais felizes.

Atividade:
Cada dupla irá pesquisar um desses pensadores e montar um slide no power point com as seguintes informações:
John Locke
Voltaire
Montesquieu
Rousseau.
Diderot


Quem foi esse iluminista?
Quais foram suas obras mais importantes?
Quais eram suas principais ideias?
Encontre alguma citação desse autor.
Explique resumidamente a importância do trabalho desse intelectual para o iluminismo.
Lembre-se que você irá fazer apenas um slide. Tente ser objetivo.


Sites úteis:
http://www.mundodosfilosofos.com.br/
http://www.mundoeducacao.com.br/iluminismo/
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/iluminismo.htm
http://www.geocities.com/cobra_pages/fmp-rousse.html
http://vestibular.uol.com.br/ultnot/resumos/iluminismo.jhtm

Bom trabalho!

Roteiro do Trabalho dos iluministas

terça-feira, 7 de julho de 2009

Labirinto do Minotauro


Conta o mito que ele nasceu em função de um desrespeito de seu pai ao deus dos mares, Poseidon. O rei Minos, antes de tornar-se rei de Creta, havia feito um pedido ao deus para que ele se tornasse o rei. Poseidon aceita o pedido, porém pede em troca que Minos sacrificasse, em sua homenagem, um lindo touro branco que sairia do mar.

Ao receber o animal, o rei ficou tão impressionado com sua beleza que resolveu sacrificar um outro touro em seu lugar, esperando que o deus não percebesse. Muito bravo com a atitude do rei, Poseidon resolve castigar o mortal. Faz com que a esposa de Minos, Pasífae, se apaixonasse pelo touro. Isso não só aconteceu como também ela acabou ficando grávida do animal. Nasceu desta união o Minotauro. Desesperado e com muito medo, Minos solicitou a Dédalos que este construísse um labirinto gigante para prender a criatura. O labirinto foi construído no subsolo do palácio de Minos, na cidade de Cnossos, em Creta.Após vencer e dominar, numa guerra, os atenienses , que haviam matado Androceu (filho de Minos), o rei de Creta ordenou que fossem enviados todo ano sete rapazes e sete moças de Atenas para serem devorados pelo Minotauro.

Após o terceiro ano de sacrifícios, o herói grego Teseu resolve apresentar-se voluntariamente para ir à Creta matar o Minotauro. Ao chegar na ilha, Ariadne (filha do rei Minos) apaixona-se pelo herói grego e resolve ajudá-lo, entregando-lhe um novelo de lã para que Teseu pudesse marcar o caminho na entrada e não se perder no grandioso e perigoso labirinto.

Tomando todo cuidado, Teseu escondeu-se entre as paredes do labirinto e atacou o monstro de surpresa. Usou uma espada mágica, que havia ganhado de presente de Ariadne, colocando fim aquela terrível criatura. O herói ajudou a salvar outros atenienses que ainda estavam vivos dentro do labirinto. Saíram do local seguindo o caminho deixado pelo novelo de lã.

O mito do Minotauro foi um dos mais contados na época da Grécia Antiga. Passou de geração em geração, principalmente de forma oral. Pais contavam para os filhos, filhos para os netos e assim por diante. Era uma maneira dos gregos ensinarem o que poderia aconteceu àqueles que desrespeitassem ou tentassem enganar os deuses.
Agora respondam e façam as seguintes tarefas:
1- Qual era a função dos mitos para os antigos gregos?
2-Qual a lição que este mito ensina?
3-Use uma folha de papel ofício e faça sua ilustração para o mito do Minotauro.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Analisando o Imperialismo

Caros alunos,
Observem as charges e ilustrações e façam o que é pedido. As respostas deverão ser postadas nos comentários do blog.

1-Observe a charge e crie um diálogo entre as personagens que aparecem na ilustração:


2-Observe a charge e faça um parágro explicando seu significado:


3- As ilustrações abaixo foram capas de resvistas de moda européias publicadas em 1915 e em 1924. Essas ilustraçõs são um reflexo das teorias adotadas pelos europeus para justificar o colonialismo. Escreva um parágrafo analisando essas ilustrações.







via:http://sindromedeestocolmo.com/

terça-feira, 16 de junho de 2009

Jogo do Egito

O link abaixo vai ser util na sua pesquisa para a construção do seu jogo de tabuleiro.
Site do museu de Britânico, coleção de egiptologia:
http://www.ancientegypt.co.uk/menu.html

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O engenho

Copie o texto e cole no word no arquivo sobre o ciclo do açúcar:


Leia com atenção e responda as perguntas
"Toda a escravaria(que no maiores engenhos passa o número de 200 peças) quer mantimentos, roupas, medicamentos, enfermaria, enfermeiro; e para isso são necessárias roças de mandioca. Querem os barcos, velame, cabo, cordas, breu.
Querem as fornalhas, que por sete ou oito meses ardem, de dia e de noite, muita lenha; e para isso, são precisos dois barcos com velas para se buscar nos portos e muito dinheiro para a comprar; ou extensos matos com muitos carros e muitas juntas de bois para se trazer. Querem os canaviais também suas barcas e carros de bois, enxadas e foices. Querem as serrarias, machados e serras. Quer a moenda todo o tipo de madeira de lei e muito aço e ferro. Quer a carpintaria madeira seletas e fortes para arrimo, vigas e rodas; e pelo menos os instrumentos mais usuais, como serras, enxós, goivas, machados, martelos, pregos. Quer a fábrica do açúcar tanques e caldeiras, tachas e bacias e outros muitos instrumentos menores, todos de cobre. São finalmente necessários, além das senzalas dos escravos e das moradas do capelão, feitores, mestre, purgador, banqueiro e caixeiro, uma capela decente com seus ornamentos e objetos do altar, e umas casas para o senhor do engenho, com seu quarto separado para hóspedes; e o edifício do engenho, forte e espaçoso, com as outras oficinas."(ANTONIL,André João. Cultura e Opolência do Brasil 1711. Belo Horizonte. P75-6)

1-Esse documento é uma fonte primária ou secundária?
2-Em que ano ele foi publicado?

3-Baseado na leitura, como você definiria um engenho?

4-Segundo o autor do texto quais são os gastos do senhor do engenho para mantê-lo em funcionamento?

5-Dos istrumentos de trabalho mencionados quais eram importados?

6-Por que esses instrumentos eram importados?

7-Qual o termo que o autor utiliza para se referir aos escravos?

8-Por que ele faz isso?

Desafio: Ache um trecho do texto onde o autor deixa entrever o desmatamento da Mata Atlântica.

domingo, 31 de maio de 2009

A história das coisas



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Agora que você assistiu aos vídeos faça a seguinte atividade:

1-Assista aos vídeos novamente e faça um resumo no word com as principais idéias contidas no vídeo.

2-Compare essas idéias com o que você estudou sobre imperialismo e tente responder:

Existe alguma relação entre o que foi mostrado no vídeo e o imperialismo?

Que relação é essa?

Quais são elementos comuns entre o vídeo e o imperialismo dos países europeus no século XIX?

O Rio Nilo

Caros Avás,
Leiam o texto e depois respondam as perguntas. Lembrem-se de usar o material do laptop;


“A vida no Egito é o Nilo, sem o Nilo o Egito seria apenas a continuação do deserto...O Egito é o vale do Nilo, é um traço de vegetação, de vida, de frescor, através da infinita lividez do deserto....Todos os anos o Nilo cresce, sobe, alarga-se, espalha-se, possante sobre os torrões crestados pelo sol, deixa seu lodo, vivifica, trabalha, alimenta, germina, fecunda e recolhe-se ao seu leito serenamente..Ao descer da água, os trabalhos começam em todo o Baixo Egito, os campos ficam cobertos de uma terra lodosa, mole, negra(...) e quando a inundação terminou começam os campos(...)a cobrir-se de trigo, de aveia, de fava e de lentilha(...)E aquelas culturas estendem-se até o horizonte, verdes, ricas, pacíficas, claras, cintilantes de água e cobertas de sol(...)”. Eça de Queiros. O Egito, 1869

Como o autor descreve o rio Nilo neste texto?
Qual a importância do rio Nilo para a civilização egípcia?

domingo, 10 de maio de 2009

Web Gincana- Tupiniquim

Tupiniquim,
Este é link que vocês vão usar para ter acesso a web gincana:
http://www.kn.att.com/wired/fil/pages/webpasesasc.html#task
Bom trabalho

quinta-feira, 7 de maio de 2009

MAHURA, A JOVEM QUE TRABALHAVA DEMASIADO


Nesse tempo, o Céu vivia na Terra. As Nuvens, suas filhas, turbilhonavam (agitavam-se) e volteavam junto do solo, prendendo-se aos ramos das acácias. A sua filha Chuva gostava de molhar as pessoas do alto de grandes palmeiras e o seu maior prazer era juntar-se às alegres águas dos rios. A Terra e o Céu prestavam pequenos serviços um ao outro, como bons vizinhos. Por exemplo, quando a seca era prolongada, a Terra dirigia-se diretamente ao Céu, pedindo-lhe que regasse os campos e dessedentasse (matasse a sede) os animais. E o Céu enviava-lhe a Chuva...
Mas, um dia, a Terra teve uma filha, Mahura.

Tão inteligente como bela, só tinha um defeito: trabalhava demasiado. Todas as noites, à mesma hora, Mahura tirava o almofariz (recipiente em que se trituram substâncias sólidas; pilão) da cubata (choupana coberta de folhas) materna e punha-se a esmagar grãos de milho e as raízes de mandioca. E trabalhava, trabalhava, trabalhava incansavelmente. Mas o pilão era comprido, tão comprido que, cada vez que ela o erguia, ele batia dolorosamente na cabeça do Céu.

- Oh, desculpa, Céu! – escusava-se (desculpava-se) ela. – Fazes o favor de te afastar um pouco? Não tenho espaço suficiente para o meu pilão!
E o Céu, resmungando e a esfregar o alto que ela lhe fizera na testa, erguia-se um pouco.
Mahura continuava a trabalhar. Uma, duas, três pancadas de pilão! Tuc, Tuc, Tuc.
- Ah, desculpa, Céu! – exclamava a bonita jovem, continuando a sua tarefa. – Queres afastar-te um pouco mais?
E o Céu erguia-se mais um pouco, tão furioso como embaraçado (envergonhado): realmente, que se poderia fazer a uma rapariga que trabalha com tanto entusiasmo?
E Mahura continuava a esmagar os grãos. E quanto mais pilava, mais o pilão batia no Céu, que, cada noite, se afastava mais, levando com ele as engraçadas Nuvens e a Chuva, que chorava, chorava continuamente...
E todos os dias acontecia a mesma coisa. O Céu já estava desesperado! A sua testa estava cheia de nódoas (manchas) negras e altos, feitos pelo pilão de Mahura.
Um dia, o Céu decidiu acabar com aquilo. Tinha acabado de receber uma pancada que o havia aborrecido muito.

- Está decidido, vou abandoná-la. Fiquem com a vossa Terra para vocês! À fé de quem sou (por minha honra), juro que o pilão não voltará a bater-me. Adeus!
E, chamando os milhares de pequenas Nuvens e a Chuva, desolada por abandonar os rios e os charcos, o Céu subiu, subiu tão alto que a Terra ficou preocupada: iria desaparecer?
Quanto a Mahura, continuou, junto de sua mãe, a trabalhar com o almofariz e o pilão, a esmagar os grãos e as raízes de mandioca. No entanto, chegou o dia em que sentiu falta do Céu. As Nuvens cumprimentavam-na de muito longe e a Chuva já não conversava, cansada de cair de tão alto. Então Mahura pretendeu fazer-se perdoar: tirou do leito do rio uma pepita de ouro e arrancou de uma caverna um pedaço de prata. À pepita deu o nome de Sol e à prata o de Lua. Depois atirou-os muito, muito alto, com mensagens de amizade para o Céu.
Se não acreditam nesta história, levantem a cabeça numa noite de Verão: podem verificar que as estrelas, tão brilhantes no firmamento, não são mais que cicatrizes das pancadas que Mahura deu na cabeça do Céu!
Além disso, não se diz que a Lua brilha tanto como a prata e o Sol como o oiro?Mas o Céu nunca mais voltou à Terra!...

O ESCRAVO QUE SE TORNOU REI

Nesse tempo, reinava um grande rei sobre o povo bambara. Chamava-se Biton Kulibaly. O seu império era tão vasto que se dizia que cem cavalos de posta (que levam mensageiros com cartas e avisos), mudados com frequencia, não conseguiam atingir os limites. O centésimo cairia esgotado antes de chegar à fronteira.
Segundo o costume e as leis desse poderoso e exigente rei, cada família pagava um imposto anual de ouro ou prata, tecidos ou mel, dolo – que é uma bebida fermentada de milho – ou cereais.
Ora, certo ano, uma família da região de Niola não conseguiu juntar o mel necessário até a chegada dos soldados cobradores de impostos. A mulher implorou-lhe, o homem apelou para a clemência (bondade) do rei, os aldeões intercederam por eles, mas foi tudo em vão. Os rostos dos soldados mantinham-se tão gelados como o mármore dos vestíbulos do palácio real.
- Isso pouco importa! – impacientou-se o que parecia ser o chefe. – Um dos vossos filhos servirá de imposto... para dois anos! Que esperam?
Os infelizes pais iam lançar-se novamente de joelhos, quando um rapaz dos seus sete anos saiu da cubata (choupana coberta de folhas) familiar e se dirigiu para a praça. Era Ngolo Diarra, o filho mais velho. Atrás dele, abraçados, choravam os cinco irmãos mais novos. Ngolo tinha ouvido tudo.
- Estou pronto a seguir-vos – disse, erguendo o olhar para os cavalos dos soldados, que caracoleavam, impacientes.
Então, a mãe lançou um grande grito. O pai correu para agarrar o filho e houve um movimento na multidão de aldeões... mas já um soldado se inclinava na sela, erguia Ngolo e sentava-o no cavalo, à sua frente.
E antes que os aldeões se apercebessem do que se estava a passar, os soldados davam meia volta e deixavam Niola a galope, a caminho de Ségu, a capital.
Que poderiam fazer meia dúzia de pobres agricultores, desarmados e sem cavalos, contra os guerreiros do rei? Todos maldisseram a sua infeliz sorte e, aos poucos, o caso foi esquecido.
Foi assim que Ngolo, filho de Diarra, da região de Niola, se tornou escravo em Ségu-das-Balanzas.

A capital da nação bambara era uma bela cidade fortificada, na margem de um grande rio. Chamava-se Ségu-das-Balanzas, porque essas maravilhosas árvores – as balanzas – cresciam profusamente (abundantemente) em redor de toda a cidade. Havia quem afirmasse já as ter contado! Eram quatro mil quatrocentas e quarenta e quatro, no tempo do rei Biton.
O rei gostava do luxo e das festas quando permanecia no seu palácio de Ségu. Era um belo palácio de pedra encarnada (cor avermelhada da carne), guardado por aqueles a quem chamavam com terror de tondyons (chefes de guerra) armados – para atingir a câmara real. Aí, sentado sobre uma pele de leão – símbolo do seu poder -, rodeado por cinqüenta feiticeiros-conselheiros, poetas e músicos, Biton Kulibaly recebia os estrangeiros, ministrava justiça e mantinha-se ao corrente das importantes ou insignificantes notícias que corriam no seu reino.
Uma bela manhã, os nobres de Ségu apresentaram-se ricamente vestidos mas de expressão transtornada (perturbada). Depois das saudações, o mais velho veio inclinar-se em frente de Biton.
- Grande rei, os feiticeiros que consultamos falam de um grande perigo que te ameaça. Está em Ségu uma criança do sexo masculino que virá a tomar o teu trono logo que vista as três peças de roupa dos homens: os calções, o bubu (túnica longa e larga us. em alguns países africanos) e o barrete (gorro). Assim falaram os feiticeiros consultados por nós.
Sentado em cima da sua pele de leão, aquele a quem chamavam o Senhor das Águas e dos Homens não se mostrou impressionado. Agradeceu aos nobres, ofereceu-lhes de beber e os seus poetas cantaram para eles.
Mas, quando chegou a noite, Biton mandou reunir todas as crianças do sexo masculino da cidade no maior dos sete vestíbulos do palácio. Depois, pediu aos sacerdotes – homens muito poderosos – que lhe indicassem a criança que lhe queria roubar o trono.
Os sacerdotes reuniram-se em conselho durante várias horas. Entretanto, a noite passou e a madrugada já clareava o horizonte quando se apresentaram em frente do rei, perplexos e embaraçados: não conseguiam chegar a acordo sobre a resposta exata à pergunta que ele lhes fizera.
- A criança que primeiro abandonar a sala será a que procuras – afirmou um deles.
- Não! O último que abandonar o palácio é que será o tal, ó rei! – sustentou um outro.
Um terceiro explicou que os espíritos, invocados em segredo, não tinham respondido com clareza. Dir-se-ia que uma força extraordinária perturbava os augúrios (profecias).
- Essa criança, ó Biton, não é uma criança como as outras! Tem poderes misteriosos que se opõem aos teus. Não podemos fazer nada. Talvez que uma armadilha...
Biton Kulibaly impacientou-se com as respostas. Chamou os seus tondyons e deu ordem para que doravante os rapazes de Ségu dormissem no palácio. Os guerreiros iriam vigiá-los para que não pudessem fugir.
Depois, voltou-se novamente para os sacerdotes:
- E então, essa armadilha? – perguntou.
- Só tens uma coisa a fazer e ela só depende de ti, senhor – respondeu o sacerdote que falara em último lugar. – Pega em sete peças de oiro do teu tesouro. Manda derretê-las e transformá-las num anel, que esconderás dentro de um prato de comida. Depois, ofereces uma refeição a todos os rapazes... O que encontrar o anel será o que procuras!
No dia seguinte, Biton mandou preparar um arroz saboroso que foi colocado numa grande tigela de madeira, acompanhado de refrescos e frutas. Esse prato foi colocado à entrada do vestíbulo e o próprio rei veio presidir à refeição. A sua imponente estatura, os ricos bordados da túnica e o ar majestoso impressionaram os rapazes, que não compreendiam o motivo por que Biton se mostrava tão generoso com eles, depois de os ter encerrado no seu palácio.
- Mandei preparar este arroz especialmente para vocês – disse-lhes o rei. – Por isso, vinde e comei. E que nenhum se levante antes de o arroz acabar. É a maneira de me renderdes homenagem!
Assim tranqüilizadas, e cheias de fome, as crianças acotovelavam-se para se aproximarem do arroz preparado com tanto esmero. Apenas um dos cativos não tinha pressa: era Ngolo, o rapazinho de Niola.
- Não te demore, Ngolo! – gritavam os outros. – Vais ficar sem comida, se continuas aí à porta!
A criança foi interpelada por várias vezes, e por várias vezes se recusou a juntar-se aos companheiros. Finalmente, quando o prato estava quase vazio, Ngolo pegou num punhado de arroz, só um, e sentiu o anel na boca. Escondeu-o debaixo da língua, com receio que lho roubassem, e aguardou o desenrolar dos acontecimentos.
No fim da refeição, os outros rapazes encarregaram-no de agradecer ao rei. Ngolo não se fez de rogado e dirigiu-se a biton sem acanhamento algum, ele, um cativo... E o rei compreendeu que tinha à sua frente o rival que lhe fora predito.
- Qual de entre vós encontrou um objeto escondido no arroz? – perguntou, fixando Ngolo.
O rapazinho de Niola levou a mão à boca e deixou cair nela o anel.
- Será isto, ó rei?
Houve um movimento de curiosidade na assembleia. Como é que Ngolo conseguira falar, tendo o anel na boca? Por que artes mágicas ficara o anel no único punhado de arroz que coubera a Ngolo?
O rei Biton observava a criança que se mantinha respeitosamente à sua frente e não pegou no anel que Ngolo lhe estendia.
- É isso mesmo, Ngolo! Ele liberta-te da escravatura, rapaz de Niola. Já não és um cativo. Mas não o percas, Ngolo, caso contrário vou pensar que me traíste!
Ngolo passou essa noite atormentado, com receio que lhe roubassem o anel. Assim, no dia seguinte, coseu-o no interior da tanga, junto da pele, e pensou ter descoberto o melhor esconderijo.
Por seu lado, o rei inventou diversos pretextos para afastar Ngolo do palácio e, no segundo dia, reuniu os outros rapazes, invejosos de Ngolo.
- Vamos verificar se Ngolo é digno da minha confiança – disse-lhes. – Esta noite deitem-se junto dele no vestíbulo e esperem que ele esteja profundamente adormecido. Nessa altura, tirem-lhe o anel que coseu na tanga e tragam-mo.

Passaram-se várias noites. Mas, cada vez que um dos rapazes tentava tirar o anel, tocava em Ngolo, que acordava imediatamente e desancava (surrava) o ladrão.
Então, o rei inventou outro estratagema.
- Desafiem-no a ir tomar banho convosco ao rio e proponham-lhe que mergulhem, para ver quem fica mais tempo debaixo de água. Entretanto, um de vocês lançará a tanga dele nos rápidos (corredeira).
Ngolo dormiu tranqüilamente essa noite e, de manhã, julgou que terminara a sua provação. Por isso não desconfiou quando os outros rapazes o levaram até o rio.
Fazia um calor tórrido (excessivo) e a poeira do caminho, erguida pelo vento sufocante, cobria os arbustos, os homens e os animais com uma cor pardacenta. Para lá de toda esta poeira, o rio Djoliba tornava-se acolhedor com as suas pequenas cascatas e o musgo macio das margens. Os rapazes tiraram as tangas e Ngolo, esquecido da sua desconfiança, mergulhou, contente, na água aprazível (que dá prazer).
Mas enquanto à sua volta se ia fechando o círculo de crianças que riam e faziam apostas sobre quem agüentaria mais tempo debaixo de água, um dos rapazes agarrou na tanga de Ngolo e lançou-a muito longe. A tanga mergulhou logo num turbilhão de espuma. E um peixe-gato, que dormitava num buraco de um rochedo, engoliu-a imediatamente. Mas logo um enorme Lúcio se aproximou de boca aberta, engolindo o peixe-gato e a tanga.

Já o crepúsculo avermelhava o horizonte quando Ngolo e os seus companheiros saíram do rio. Mas na margem não estava a tanga nem o anel.
- Ai, que desgraça! – exclamou Ngolo desesperado. – Perdi o oiro que o rei me confiou! Biton vai imaginar que o traí...
E, enquanto os rapazes se afastavam, quer fugindo envergonhados, quer correndo para prevenir o rei, Ngolo ficou vagueando nas margens do rio.
A Lua surgira por detrás das nuvens e o infeliz rapaz ainda se lamentava da terrível perda.
Foi assim que os pescadores o descobriram, ainda a chorar. Ngolo recusou-se a responder às perguntas que lhe fizeram e refugiou-se junto das mulheres, que começavam a abrir e escamar os peixes, vindos nas redes.
Numa das redes, debatia-se ainda um enorme lúcio. Ngolo dirigiu-se às mulheres, pois acabara de ter uma ideia:
- Ei, mãezinhas, dêem-me uma faca para as ajudar a limpar os peixinhos!
Pensava que, desse modo, se os tondyons do rei o procurassem, não o descobririam no meio de tantas mulheres.
O rapaz acabara de escamar o sexto peixe quando o Lúcio lhe caiu aos pés. Já não se debatia. Então, Ngolo abriu-o e encontrou o peixe-gato ainda inteiro. Ao abri-lo, lançou um grito ao ver sua tanga e o anel de oiro do rei.
- Que te aconteceu? Que tens? – perguntavam-lhe as mulheres.
Ngolo sentou-se em cima da tanga e desatou a rir.
- Nada, nada! Encontrei um peixe-gato inteiro dentro de um Lúcio e isso é um bom presságio
Trabalhou ainda durante algum tempo com as mulheres, que lhe agradeceram a ajuda, e depois deixou-as, todo satisfeito. Encontrara o anel!

Já via ao longe as mulheres de Ségu, quando os guerreiros armados de sabres e fuzis que o rei mandara à procura dele o encontraram. O rapaz caminhava pelo carreiro (caminho estreito) poeirento que o sol começava a aquecer.
Doze cavaleiros rodearam Ngolo e doze sabres e fuzis lhe foram apontados. O cavaleiro da frente gritou:
- Ngolo Diarra, da terra de Niola, escravo e filho de pastores, o rei confiou-te um objeto, um anel de oiro que coseste na tanga. Onde está ele?
A tanga de Ngolo ainda estava úmida. O rapaz desfez o nó, pegou no anel e ergueu-o à altura da cabeça para que todos o pudessem ver.
- Será isto? – perguntou, desafiando os tondyons do rei.
- É isso mesmo.
Surpreendidos e embaraçados, os homens de armas baixaram os fuzis e embainharam os sabres. O guerreiro da frente pôs Ngolo na garupa do seu cavalo e regressaram a Ségu.
Naqueles dias que se seguiram, enquanto Biton Kulibaly se fechava na câmara real com os seus sacerdotes, feiticeiros e chefes de guerra, murmurou-se na cidade que o pequeno Ngolo Diarra estava protegido pelos deuses mais poderosos.
Durante várias luas, Biton ainda reinou sobre a nação bambara. Mas, um belo dia, foi substituído por um novo rei. O rapazinho escravo, roubado outrora aos pais, crescia em força e saber e seria a ele, Ngolo Diarra, que a nação bambara iria oferecer a pele de leão dos reis de Ségu, quando fosse homem.
E foi isso mesmo que aconteceu...

(Adaptados de Contos africanos: contos e lendas do folclore africano selecionados e adaptados por Marie Feraud; ilustrações de Akos Szabo. Lisboa: ed. Verbo, 1977)

Profa Cecília (História) e Selma Monteiro (biblioteca) – Moitará 2009

Desafio África




Havia escravidão na África antes da chegada dos europeus?


É muito comum ouvirmos falar que já existia escravidão na África antes da chegada dos europeus. Isso é verdade, realmente havia escravidão na África antes dos europeus. Mas essa escravidão era igual a escravidão feita pelos europeus?

Os povos do deserto, os bérberes, que viviam na África capturavam e vendiam escravos negros. Esses escravos eram capturados ao sul do deserto do Saara e vendidos em grandes mercados no Marrocos e no Egito.

Mas na África negra não era assim. As pessoas não eram capturadas para serem vendidas como escravos. Segundo o historiador Mário Maestri, o que havia entre os negros africanos era uma espécie de servidão familiar.

Como isso ocorria?Quando havia guerra entre os próprios africanos, os vencedores faziam prisioneiros. Os prisioneiros tinham que trabalhar gratuitamente para os vencedores por um certo período de tempo,geralmente dois anos. Mas durante o período de cativeiro o escravo tinha alguns privilégios, podendo inclusive casar com alguém do grupo dos vencedores. Quando isso ocorria, o ex-cativo se tornava membro da família para o qual tinha trabalhado. Seus filhos não poderiam ser vendidos e seus netos tinham todos os direitos de uma pessoa livre.


Com a chegada dos europeus às costas africanas a situação mudou completamente.


Os europeus ofereciam armas de fogo, pólvora e bebidas alcóolicas aos chefes africanos e em troca pediam prisioneiros de guerra para vender como escravos. Dessa maneira, os prisioneiros de guerra passaram a servir como moeda de troca para os chefes africanos e como uma mercadoria para os traficantes europeus. Você consegue perceber como os dois sistemas são diferentes?

A insegurança aumentou muito nas regiões em contato com os europeus. O grupo que tinha mais armas de fogo era também o mais forte. As armas de fogo, que antes eram desconhecidas na África, passaram a ser sinônimo de poder. Com as novas armas, os chefes africanos começaram a fazer mais guerras, com mais guerras eles obtinham mais prisioneiros e, com mais prisioneiros mais armas. Armas estimulavam mais guerras. Em poucos anos os europeus conseguiram criar um verdadeiro ciclo vicioso.

Em pouco tempo aldeias inteiras foram destruídas, após a chegada dos europeus a Àfrica enfrentou uma verdadeira catástrofe: milhões de africanos foram arrancados de sua terra e levados como escravos para a América.

terça-feira, 28 de abril de 2009

código de Hamurábi




Quando Anu, o sublime, o rei dos deuses, e Entil, dono do destino do país, deram ao
Deus Marduk o poder supremo sobre todos os homens e, quando criaram a sublime Babel e a fizeram poderosa no Universo, naquele dia Anu e Enlil pronunciaram o meu nome, para alegrar os homens,

Hamurábi, o príncipe piedoso, adorador dos deuses, para fazer justiça na Terra, para eliminar o mau e o perverso, para que o forte não oprima o fraco, para,como o sol, levantar-se sobre o povo de cabelos negros e iluminar o país.

Eu sou Hamurábi, aquele que acumula opulência e prosperidade, conquistador dos quatro cantos da terra, (...)aquele que supriu seu povo com a água, que amontoou riquezas para Anu e Ishtar,
aquele que encheu de abundância os templos, que executou com exatidão os grandes ritos da deusa Ishtar, aquele que conhece a sabedoria, que aumenta as terras cultivadas e que enche os celeiro,aquele que procura pastagens e lugares de água, aquele que prende o inimigo,aquele que protege o povo na catástrofe.

Eu sou o primeiro dos reis, aquele que dominou as regiões do Eufrates,
Aquele que salvou seus homens da desgraça,
Aquele que estabeleceu suas regras na Babel em paz, aquele cujas obras agradam Isthar deusa do amor e da guerra, aquele que dirige os povos.

Eu sou o rei forte, o sol da Babel,
Aquele que faz surgir a luz para o país de Sumer e Acade,
O rei que traz obediência aos quatro cantos da terra, o protegido da deusa Ishtar,
Quando o deus Marduk encarregou-me de fazer justiça aos povos, de ensinar o bom caminho ao país, eu estabeleci a verdade e o direito e promovi o bem-estar do povo.(BOUZON, Emanoel. O Código de Hamurábi. Petrópolis:Vozes,1986)



Copie e cole esse material no word e depois responda as perguntas



a)Segundo o inicio do documento, quem deu poderes ao rei Hamurábi?

b)De acordo com o segundo e com o terceiro parágrafo, do que o rei se orgulhava?

c)Quais as funções do rei, de acordo com o segundo parágrafo?

d)O que o segundo parágrafo informa sobre o papel religioso do rei? Além das funções religiosas, para que serviam os templos?

e)De acordo com o terceiro parágrafo o que faz o rei? Em nome de quem ele exerce esse poder?


f)Segundo Hamurábi, quem lhe deu autoridade para governar e julgar?


A Peste Negra

Link para artigo sobre a Peste Negra.
http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=765

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A Sociedade Feudal






As imagens acima vão servir de inspiração na hora de vocês produzirem seu bonecos.
Lembrem-se que vocês devem representar cada um dos membros da sociedade medieval: oratores, bellatores e laboratores.

Leiam com atenção o texto sobre a sociedade medieval e sejam criativos.

domingo, 12 de abril de 2009

Estudo Dirigido: Segundo Reinado

O trabalho a seguir deverá ser realizado em duplas, nele vocês irão elaborar um trabalho sobre o Segundo Reinado no Brasil.Vocês podem consultar os livros do Espaço e Tempo ou a Internet. Esse trabalho terá os seguintes subtítulos:
·A maioridade de D.Pedro II
·As rebeliões liberais de 1842
· A Rebelião Praieira
·O Parlamento no Brasil imperial
· A política de Conciliação
·A consolidação do Regime
·A economia no segundo reinado

Lembrem-se, que para elaborar o texto vocês precisam entender o conteúdo dele. Isso significa que vocês conseguem explicar de maneira clara o que foi lido e escrito. Para tanto quero que vocês tentem responder em cada um dos tópicos as seguintes perguntas:

·D.Pedro subiu ao trono aos 14 anos de idade no dia 23 de julho de 1940. Você acha que um rapaz de 14 anos estava em condições de governar um país? Como os políticos brasileiros tentaram resolver essa questão?

· Quais foram as causas das revoltas liberais de 1842?

·“Nossa independência foi uma coisa de pai pra filho. Ainda não terminou. Só na rua da Praia existem mais de 120 portugueses no comércio de carne-seca e apenas três brasileiros”. – Essa afirmação foi publicada no jornal Voz do Brasil em Recife. Explique o seu significado tendo em vista as causas da Revolução Praieira.

·Os rebeldes da Revolução Praieira lançaram suas propostas em documento conhecido como Manifesto ao Mundo. O que dizia esse documento?

·Qual é a diferença entre o sistema presidencialista e parlamentarista?

·Explique como funcionava o sistema Parlamentarista no Brasil do Segundo Reinado

·Durante o Segundo Reinado existiam dois partidos políticos. Que partidos eram esses? O que cada partido defendia?

· Durante o segundo reinado ocorreu uma consolidação do regime imperial que foi denominada de “paz imperial”. Quais foram os fatores que favoreceram essa consolidação?

·Quais eram os principais produtos produzidos no Brasil no final do século XIX. Desses produtos, qual era o mais importante para a nossa economia? Onde ele começou a ser produzido e porque ele contribuiu para a estabilidade política do Segundo Reinado?

·Que razões favoreceram a expansão da produção cafeeira no Brasil?

·Por que a expansão da lavoura de café contribuiu para a urbanização da região Sudeste Brasileira?

· Qual a relação entre o café e as ferrovias no Brasil?

terça-feira, 7 de abril de 2009

A evolução humana

Video do Discovery Channel sobre a evolução humana

Índios

Músicas podem também ser uma fonte muito rica do nosso trabalho de história. O verdadeiro desafio é tentar interpretar a letra da música relacionando-a a um conteúdo da matéria.
A letra a seguir foi escrita por Renato Russo e fala de alguns problemas da sociedade. Para isso ele começa a letra falando do processo de dominção e destruição das sociedades indígenas.
Vamos ouvir a música e tentar interpretar cada parte dela.
Para isso abra um arquivo no word, copie e cole a letra. Depois disso clique no link do you tube e escute a música. Registre no word qual foi sua impressão de cada trecho dessa música. Não precisa só interpretar, seus sentimentos também valem.
Quando acabar tente relacionar o que você escutou com a matéria sobre colonização.
Escreva um texto de no mínimo 15 linhas e me envie o arquivo.

http://www.youtube.com/watch?v=Nh-mEYy-cbc

"Indios"

Quem me dera

Ao menos uma vez

Ter de volta todo o ouro

Que entreguei a quem

Conseguiu me convencer

Que era prova de amizade

Se alguém levasse embora

Até o que eu não tinha
Quem me dera

Ao menos uma vez

Esquecer que acreditei

Que era por brincadeira

Que se cortava sempre

Um pano-de-chão

De linho nobre e pura seda
Quem me deraAo menos uma vez

Explicar o que ninguém

Consegue entender

Que o que aconteceu

Ainda está por vir

E o futuro não é mais

Como era antigamente.
Quem me dera

Ao menos uma vez

Provar que quem tem mais

Do que precisa ter

Quase sempre se convence

Que não tem o bastante

Fala demais

Por não ter nada a dizer.
Quem me dera

Ao menos uma vez

Que o mais simples fosse visto

Como o mais importante

Mas nos deram espelhos

E vimos um mundo doente.
Quem me dera

Ao menos uma vez

Entender como um só Deus

Ao mesmo tempo é três

Esse mesmo Deus

Foi morto por vocês

Sua maldade, entãoDeixaram Deus tão triste.
Eu quis o perigo

E até sangrei sozinhoEntenda!
Assim pude trazer

Você de volta pra mim

Quando descobri

Que é sempre só você

Que me entende

Do início ao fim.
E é só você que tem

A cura do meu vício

De insistir nessa saudade

Que eu sinto

De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera

Ao menos uma vez

Acreditar por um instante

Em tudo que existe

E acreditar

Que o mundo é perfeito

Que todas as pessoas

São felizes…
Quem me dera

Ao menos uma vez

Fazer com que o mundo

Saiba que seu nome

Está em tudo e mesmo assim

Ninguém lhe diz

Ao menos, obrigado.
Quem me dera

Ao menos uma vez

Como a mais bela tribo

Dos mais belos índios

Não ser atacado

Por ser inocente.
Eu quis o perigo

E até sangrei sozinho

Entenda!
Assim pude trazer

Você de volta pra mim

Quando descobri

Que é sempre só você

Que me entende

Do início ao fim.
E é só você que tem

A cura pro meu vício

De insistir nessa saudade

Que eu sinto

De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos

E vimos um mundo doente

Tentei chorar e não consegui



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